O texto abaixo que meu amigo Denilso de Lima escreve (autor dos livros : Inglês na Ponta da Língua e Por que assim e não assado ? ) tem tudo a ver com o método Kumon - Inglês . É por essas e outras que sou fã número 1 do KUMON e do Denilso também rsrs
Parabéns Denilso
Ontem fiz uma rápida pesquisa via Twitter para saber qual habilidade as pessoas consideram difícil de dominar em inglês. Confesso que fiquei admirado com o resultado!
Acreditava que listening [habilidade de ouvir] fosse ganhar em disparada. Porém, a maioria dos que responderam à minha pergunta elegeram o speaking [habilidade de falar] como a mais difícil.
Esta dificuldade desve estar relacionada ao fato de não termos com quem conversar em inglês. Como nunca frequentei um curso de inglês, era a dificuldade que eu tinha. Eu sabia muito vocabulário [palavras isoladas] e muita gramática [muita mesmo]; porém, na hora de falar inglês minha pronúncia era lastimável, eu não tinha ritmo, me enrolava com frases simples, não conseguia combinar as palavras de modo natural, suava frio e tudo mais.
Um dia tomei uma atitude para mudar isto. Criei então táticas para virar o jogo. Abaixo compartilho uma que conserei infálivel.
Escolha algumas sentenças e repita-as em voz alta. Se você tiver um livro com sentenças gravadas em CD, ótimo [eu não tinha!]. Escolha um horário e desligue-se do mundo [eu costumava fazer isto entre 11 da noite e meia-noite; era o horário mais tranquilo para mim].
Leia as sentenças uma a uma. Apenas leia e verifique as equivalências. Não esquente a cabeça com a gramática ou com as palavras isoladas. Dê atenção à sentença como um todo. Veja as palavras e como elas se ligam à próxima palavra. Para isto leia as sentenças de trás para frente.
Por exemplo, digamos que a sentença seja "what are you doing?" [o que você está fazendo?]. Comece a ler pela palavra "doing"; depois vá para "you" e repita "you doing"; então, "are" e diga "are you doing"; finalmente, "what" e a sentença completa "what are you doing?".
Feito isto com algumas sentenças. Pegue o CD e apenas escute uma a uma [pode fazer isto com o livro aberto]. Toque novamente o CD, pause e repita a sentença em voz alta. Faça isto sentença por sentença. Em um terceiro momento feche o livro, toque o CD e repita as sentenças em voz alta [apenas imagine as sentenças escritas, não as leia no livro].
Repita estes passos quantas vezes achar necessário. Uma vez só não basta. A repetição é o segredo! Quantos mais fizer, melhor será o resultado. Comece com sentenças! É aos poucos que você obtém grandes resultados. Com o tempo passe para diálogos ou textos completos. Mas não vá com muita sede ao pote! Seja modesto e fique apenas nas sentenças.
That's it for today! Have a wonderful day, you all!
quarta-feira, 25 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Matemática
Atividades em Matemática
http://penta.ufrgs.br/edu/telelab/mundo_mat/index.htm
Bibliografia Matemática
http://www.matematicahoje.com.br/
Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática
http://www.ime.usp.br/caem/
Educação Matemática - UFRGS
http://www.mat.ufrgs.br/~edumatec/
Etnomatemática
http://vello.sites.uol.com.brubi.htm
Galeria degli Uffizi
http://www.polomuseale.firenze.it/uffizi/
Geometria dinâmica
http://www2.edc.org/MLT/
Geometria no Ensino Fundamental
http://www.mat.ufrgs.br/~licenmat/trabalhos/trab4/frameab.html
História da Matemática
http://www.calculu.cjb.net/
Funções e Gráficos
http://www.mat.ufrgs.br/~licenmat/trabalhos/trab2/fun_graf.htm
http://penta.ufrgs.br/edu/telelab/mundo_mat/index.htm
Bibliografia Matemática
http://www.matematicahoje.com.br/
Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática
http://www.ime.usp.br/caem/
Educação Matemática - UFRGS
http://www.mat.ufrgs.br/~edumatec/
Etnomatemática
http://vello.sites.uol.com.brubi.htm
Galeria degli Uffizi
http://www.polomuseale.firenze.it/uffizi/
Geometria dinâmica
http://www2.edc.org/MLT/
Geometria no Ensino Fundamental
http://www.mat.ufrgs.br/~licenmat/trabalhos/trab4/frameab.html
História da Matemática
http://www.calculu.cjb.net/
Funções e Gráficos
http://www.mat.ufrgs.br/~licenmat/trabalhos/trab2/fun_graf.htm
quarta-feira, 11 de março de 2009
Danger on two wheels
Not so long ago, riding a motorbike in Brazil was synonymous with freedom. In recent years, however, it has become synonymous with danger. In a period of 16 years (1990-2006) the number of fatal accidents involving motorbikes rose by 2,252%. According to data from the Ministry of Health, in 1990 accidents killed 299 motorcyclists. In 2006 the number of fatal victims had risen to 6,734. In Greater São Paulo there are on average 25 serious accidents a day involving motorbikes, says a study done by Abramet (the Brazilian Association of Traffic Medicine). This increase in the number of accidents is down to various factors. One of them is the large increase in the number of motorbikes in the country. There are currently 13 million motorbikes on the streets of Brazil, according to data from Denatran.
Any error could be fatal
The increased size of the motorbike fleet is probably not the main cause of the increase in the number of accidents. Some specialists say the increased number of accidents has been caused by the errors made by motorcyclists. The more inexperienced the rider, the greater the risk they will take. So says Marcelo Massarani, a professor at USP. In an interview with the Folha Online site he said that out of every five fatal accidents, four involve inexperienced riders. Sérgio Damasceno, president of the State Traffic Board in Rio de Janeiro, also says that most accidents are caused by rider error. In an interview with the G1 (Globo) website he said the most common errors are: “Riding between two cars, running red lights, and tailgating.” In addition, speeding does not help.
Vocabulary
1. wheel – roda
2. riding a motorbike – andar de moto
3. freedom – liberdade
4. to rise – crescer
5. date – informação / dados
6. Greater São Paulo – Grande São Paulo
7. is down to – aqui = se deve a
8. size – tamanho
9. fleet – frota
10. running red lights – passar o sinal vermelho
11. tailgating – “colar” no carro da frente
12. speeding – andar em alta velocidade
Fonte – Revista Maganews
Any error could be fatal
The increased size of the motorbike fleet is probably not the main cause of the increase in the number of accidents. Some specialists say the increased number of accidents has been caused by the errors made by motorcyclists. The more inexperienced the rider, the greater the risk they will take. So says Marcelo Massarani, a professor at USP. In an interview with the Folha Online site he said that out of every five fatal accidents, four involve inexperienced riders. Sérgio Damasceno, president of the State Traffic Board in Rio de Janeiro, also says that most accidents are caused by rider error. In an interview with the G1 (Globo) website he said the most common errors are: “Riding between two cars, running red lights, and tailgating.” In addition, speeding does not help.
Vocabulary
1. wheel – roda
2. riding a motorbike – andar de moto
3. freedom – liberdade
4. to rise – crescer
5. date – informação / dados
6. Greater São Paulo – Grande São Paulo
7. is down to – aqui = se deve a
8. size – tamanho
9. fleet – frota
10. running red lights – passar o sinal vermelho
11. tailgating – “colar” no carro da frente
12. speeding – andar em alta velocidade
Fonte – Revista Maganews
The commom European Framework of Reference for Languages
O Common European Framework of Reference for Languages é o documento utilizado para descrever o desempenho dos aprendizes de línguas estrangeiras na Europa. Elaborado pelo Conselho Europeu, foi considerado o principal item do projeto "Language Learning for European Citizenship" entre os anos de 1989 e 1996.
Seu principal objetivo é o de fornecer método de avaliação e ensino que se aplique a todos os idiomas dos países membros da Comunidade Européia. Em 2001, uma Resolução do Conselho Europeu recomendou o uso do CEFR para regulamentar os sistemas de validação das habilidades lingüísticas. Desta forma, os seus seis níveis de referência se tornaram amplamente aceitos como padrão para nivelar o grau de conhecimento que uma pessoa possui de outra língua.
Devido à seriedade e comprometimento científico do projeto, muitas instituições, empresas e ONGs no mundo todo têm adotado o CEFRL como padrão na definição de níveis dos cursos de idiomas por eles oferecidos. Este órgãos, porém, não trocaram o nome dos níveis por eles adotados. Eles apenas estabeleceram a correspondência entre seus níveis (elementar, básico, pré-intermediário, intermediário, pós intermediário, avançado, proficiente, etc) com os níveis do CEFRL, que são:
A (Basic User - Usuário Básico)
* A1 - Breakthrough
* A2 - Waystage
B (Independent User - Usuário Independente)
* B1 Threshold
* B2 Vantage
C (Proficient User - Usuário Proficiente)
* C1 Effective Operational Proficiency
* C2 Mastery
A1
Consegue compreender e usar expressões comuns no dia-a-dia e frases bem básicas com o objetivo de satisfazer as necessidades primárias da comunicação. Consegue se apresentar e também apresentar outras pessoas. Consegue fazer e responder perguntas pessoais tais como onde mora, falar sobre pessoas que conhece e sobre o que possui. Consegue interagir de modo bastante simples desde que a outra pessoa fale devagar e claramente.
A2
Consegue compreender sentenças e expressões freqüentemente relacionadas às áreas de importância primária (por exemplo, informações pessoais e familiares básicas, fazer compras, descrever a geografia local, falar sobre seu trabalho). Consegue se comunicar em tarefas simples e rotineiras desde que estas requeiram uma troca simples e direta de informações sobre assuntos rotineiros e conhecidos. Consegue descrever em termos simples, aspectos de sua formação (background), o ambiente em que vive, e assuntos nas áreas de necessidade primária e imediata.
B1
Consegue compreender os principais pontos em uma comunicação clara sobre assuntos de seu conhecimento normalmente encontrados na escola, trabalho, lazer, etc. Consegue lidar com a maioria das situações que possam surgir durante uma viagem ao país no qual o idioma é falado. Consegue produzir textos simples sobre temas que lhe sejam familiares ou de interesse pessoal. Consegue descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como dar breves razões e explicações para suas opiniões e planos.
B2
Consegue compreender as principais idéias de textos complexos tanto de tópicos concretos quando abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialização. Consegue interagir com um grau de fluência e espontaneidade que torna possível a interação regular com os falantes nativos do idioma sem que haja tensão mental de cada participante do ato comunicativo. consegue produzir textos claros e detalhados sobre uma variada gama de assuntos e consegue explicar o ponto de vista de um tópico oferecendo as vantagens e desvantagens de vários pontos.
C1
Consegue compreender uma variada gama de textos mais longos e complexos, e reconhece o significado implícito dos textos. Consegue se expressar fluente e espontaneamente sem demonstrar claramente que está procurando as expressões que usa. Consegue usar o idioma de modo flexível e eficiente para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Consegue produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas complexos, demonstrando ter controle dos padrões organizacionais e estílisticos.
C2
Consegue compreender com facilidade praticamente tudo o que ouve e lê. Consegue resumir informações de diferentes fontes faladas e escritas, reconstruir argumentos e relatos de forma coerente. Consegue se expressar espontaneamente, de modo bastante fluente e preciso, identificando as entrelinhas do que é dito e escrito nas mais complexas situações.
http://denilsodelima.blogspot.com/2008/09/common-european-framework.html
Seu principal objetivo é o de fornecer método de avaliação e ensino que se aplique a todos os idiomas dos países membros da Comunidade Européia. Em 2001, uma Resolução do Conselho Europeu recomendou o uso do CEFR para regulamentar os sistemas de validação das habilidades lingüísticas. Desta forma, os seus seis níveis de referência se tornaram amplamente aceitos como padrão para nivelar o grau de conhecimento que uma pessoa possui de outra língua.
Devido à seriedade e comprometimento científico do projeto, muitas instituições, empresas e ONGs no mundo todo têm adotado o CEFRL como padrão na definição de níveis dos cursos de idiomas por eles oferecidos. Este órgãos, porém, não trocaram o nome dos níveis por eles adotados. Eles apenas estabeleceram a correspondência entre seus níveis (elementar, básico, pré-intermediário, intermediário, pós intermediário, avançado, proficiente, etc) com os níveis do CEFRL, que são:
A (Basic User - Usuário Básico)
* A1 - Breakthrough
* A2 - Waystage
B (Independent User - Usuário Independente)
* B1 Threshold
* B2 Vantage
C (Proficient User - Usuário Proficiente)
* C1 Effective Operational Proficiency
* C2 Mastery
A1
Consegue compreender e usar expressões comuns no dia-a-dia e frases bem básicas com o objetivo de satisfazer as necessidades primárias da comunicação. Consegue se apresentar e também apresentar outras pessoas. Consegue fazer e responder perguntas pessoais tais como onde mora, falar sobre pessoas que conhece e sobre o que possui. Consegue interagir de modo bastante simples desde que a outra pessoa fale devagar e claramente.
A2
Consegue compreender sentenças e expressões freqüentemente relacionadas às áreas de importância primária (por exemplo, informações pessoais e familiares básicas, fazer compras, descrever a geografia local, falar sobre seu trabalho). Consegue se comunicar em tarefas simples e rotineiras desde que estas requeiram uma troca simples e direta de informações sobre assuntos rotineiros e conhecidos. Consegue descrever em termos simples, aspectos de sua formação (background), o ambiente em que vive, e assuntos nas áreas de necessidade primária e imediata.
B1
Consegue compreender os principais pontos em uma comunicação clara sobre assuntos de seu conhecimento normalmente encontrados na escola, trabalho, lazer, etc. Consegue lidar com a maioria das situações que possam surgir durante uma viagem ao país no qual o idioma é falado. Consegue produzir textos simples sobre temas que lhe sejam familiares ou de interesse pessoal. Consegue descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como dar breves razões e explicações para suas opiniões e planos.
B2
Consegue compreender as principais idéias de textos complexos tanto de tópicos concretos quando abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialização. Consegue interagir com um grau de fluência e espontaneidade que torna possível a interação regular com os falantes nativos do idioma sem que haja tensão mental de cada participante do ato comunicativo. consegue produzir textos claros e detalhados sobre uma variada gama de assuntos e consegue explicar o ponto de vista de um tópico oferecendo as vantagens e desvantagens de vários pontos.
C1
Consegue compreender uma variada gama de textos mais longos e complexos, e reconhece o significado implícito dos textos. Consegue se expressar fluente e espontaneamente sem demonstrar claramente que está procurando as expressões que usa. Consegue usar o idioma de modo flexível e eficiente para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Consegue produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas complexos, demonstrando ter controle dos padrões organizacionais e estílisticos.
C2
Consegue compreender com facilidade praticamente tudo o que ouve e lê. Consegue resumir informações de diferentes fontes faladas e escritas, reconstruir argumentos e relatos de forma coerente. Consegue se expressar espontaneamente, de modo bastante fluente e preciso, identificando as entrelinhas do que é dito e escrito nas mais complexas situações.
http://denilsodelima.blogspot.com/2008/09/common-european-framework.html
sábado, 28 de fevereiro de 2009
A CORRIDA PELO DOMÍNIO DA LÍNGUA
FONTE : Revista Veja
Nada destrói um currículo como a expressão "inglês básico". Hoje, os bons empregos
exigem fluência em idiomas estrangeiros
Na maioria das profissões, o domínio de um idioma estrangeiro sempre contou pontos no currículo. Antigamente, nas empresas, eram poucos os funcionários que dispunham dessa vantagem, e a eles recorriam os colegas quando precisavam traduzir uma palavra ou um texto. Esse mundo, evidentemente, ficou para trás. Falar outra língua, principalmente o inglês, tornou-se uma obrigação para quem pretende subir na vida. A novidade é que já não basta falar o idioma. A exigência nos bons empregos, agora, é que se tenha fluência ao usá-lo para conversar. Tropeçar nas palavras, gaguejar em busca da expressão correta, exibir um sotaque incompreensível – tudo isso faz parte de um tempo romântico em que era divertido falar "portunhol" com os argentinos e os americanos achavam pitoresco o esforço dos brasileiros para negociar no idioma de Shakespeare. A corrida em busca da fluência em outra língua pode ser medida pela quantidade de brasileiros que viajam para o exterior com o fim específico de estudá-la. Segundo dados da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais instituições que trabalham com cursos, estágios e intercâmbio em outros países, 120 000 brasileiros viajaram com esse objetivo em 2008, contra 86 000 em 2007 e 71 000 em 2006.
Diz o paulista Luiz Carnier, professor do MBA ministrado totalmente em inglês da Business School São Paulo: "Nos anos 70, para alguns cargos específicos, as empresas exigiam apenas comunicação por escrito em outros idiomas. Com o avanço da tecnologia, o ritmo dos negócios mudou e aumentou a exigência por fluência, pronúncia e conhecimento da cultura do interlocutor". Fluência num idioma não significa dispor de um vocabulário imenso, como os nativos do país onde ele é falado. Significa dominar amplamente o vocabulário usado na profissão em que se trabalha. O mundo dos negócios, pela natureza globalizada dos mercados, é hoje o terreno onde fica mais evidente a exigência do domínio de idiomas. "Quando grandes volumes de dinheiro estão em jogo, o executivo precisa se comunicar adequadamente para garantir a precisão absoluta da negociação", diz Augusto Carneiro, da firma carioca de recolocação profissional Zaitech Consulting.
Em outras profissões existe a mesma premência de falar outra língua com desembaraço. O dentista mineiro Rodrigo dos Santos, de 35 anos, passou o Carnaval com outras quinze pessoas num programa de imersão em inglês realizado pela escola de idiomas Celil num sítio no sul de Minas. Durante cinco dias, os participantes só puderam falar em inglês, até mesmo ao conversar com os familiares por telefone. Santos explica que buscou o curso de imersão para ampliar a clientela. "Tenho planos de atender em meu consultório, em Belo Horizonte, pacientes estrangeiros que fazem turismo de saúde no Brasil", diz. Há duas semanas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou que, a partir de março, todos os pilotos brasileiros que realizam voos para o exterior apresentem certificado que comprove capacidade de comunicação operacional em inglês.
A primeira pergunta que surge a quem se impõe o desafio de falar outro idioma fluentemente é: será preciso passar um tempo no exterior? Não necessariamente. Um bom começo é identificar as estratégias que funcionam melhor para cada tipo de pessoa. Diz a linguista Neide Maia Gonzalez, da Universidade de São Paulo: "Algumas pessoas têm mais facilidade em apreender informações visualmente. Outras, por meio dos sons. Há as que se dão bem com técnicas de memorização. Cada um deve descobrir com quais técnicas se afina melhor e assumir o controle de seu aprendizado". Os vínculos afetivos que existem – ou se desenvolvem – com a cultura do país onde o idioma é falado podem contribuir para sua assimilação. Ouvir músicas americanas lendo as respectivas letras e assistir aos filmes de Hollywood tentando associar as vozes com as legendas são técnicas muito usadas para que o aprendizado não seja um esforço entediante. Também unindo o útil ao agradável, há diversos cursos que combinam o estudo do idioma – principalmente italiano, espanhol e francês – à prática da gastronomia.
A paulista Marília Ramos, administradora de empresas de 26 anos, ilustra os benefícios de transformar o estudo numa forma de entretenimento. Sem nunca ter morado no exterior, ela conquistou uma base sólida em inglês e espanhol com cursos de idiomas e muita dedicação nas horas livres. "Para mim é um grande prazer estudar idiomas, então sempre que posso leio em outra língua e vejo filmes sem legendas", ela conta. Marília trabalha no departamento de marketing de uma multinacional, prepara relatórios e faz apresentações em inglês e espanhol. Para quem gosta de despender várias horas diante do computador, a internet está cheia de ferramentas de suporte para o aperfeiçoamento em idiomas. O gaúcho Felipe Hentz, de 33 anos, técnico em informática em Porto Alegre, conta que, além de tomar aulas particulares, ouvir rádios como a inglesa BBC e ler jornais estrangeiros foram recursos essenciais para sua fluência no inglês. "Na multinacional em que trabalhei até dois anos atrás, fui promovido para um departamento no qual fazia teleconferências com os executivos americanos da matriz", ele relata. Depois de descobrir quais recursos são ideais para chegar à fluência num idioma, vem a fase crucial: praticar muito até se sentir à vontade para conversar naturalmente – e sem gaguejar.
Nada destrói um currículo como a expressão "inglês básico". Hoje, os bons empregos
exigem fluência em idiomas estrangeiros
Na maioria das profissões, o domínio de um idioma estrangeiro sempre contou pontos no currículo. Antigamente, nas empresas, eram poucos os funcionários que dispunham dessa vantagem, e a eles recorriam os colegas quando precisavam traduzir uma palavra ou um texto. Esse mundo, evidentemente, ficou para trás. Falar outra língua, principalmente o inglês, tornou-se uma obrigação para quem pretende subir na vida. A novidade é que já não basta falar o idioma. A exigência nos bons empregos, agora, é que se tenha fluência ao usá-lo para conversar. Tropeçar nas palavras, gaguejar em busca da expressão correta, exibir um sotaque incompreensível – tudo isso faz parte de um tempo romântico em que era divertido falar "portunhol" com os argentinos e os americanos achavam pitoresco o esforço dos brasileiros para negociar no idioma de Shakespeare. A corrida em busca da fluência em outra língua pode ser medida pela quantidade de brasileiros que viajam para o exterior com o fim específico de estudá-la. Segundo dados da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais instituições que trabalham com cursos, estágios e intercâmbio em outros países, 120 000 brasileiros viajaram com esse objetivo em 2008, contra 86 000 em 2007 e 71 000 em 2006.
Diz o paulista Luiz Carnier, professor do MBA ministrado totalmente em inglês da Business School São Paulo: "Nos anos 70, para alguns cargos específicos, as empresas exigiam apenas comunicação por escrito em outros idiomas. Com o avanço da tecnologia, o ritmo dos negócios mudou e aumentou a exigência por fluência, pronúncia e conhecimento da cultura do interlocutor". Fluência num idioma não significa dispor de um vocabulário imenso, como os nativos do país onde ele é falado. Significa dominar amplamente o vocabulário usado na profissão em que se trabalha. O mundo dos negócios, pela natureza globalizada dos mercados, é hoje o terreno onde fica mais evidente a exigência do domínio de idiomas. "Quando grandes volumes de dinheiro estão em jogo, o executivo precisa se comunicar adequadamente para garantir a precisão absoluta da negociação", diz Augusto Carneiro, da firma carioca de recolocação profissional Zaitech Consulting.
Em outras profissões existe a mesma premência de falar outra língua com desembaraço. O dentista mineiro Rodrigo dos Santos, de 35 anos, passou o Carnaval com outras quinze pessoas num programa de imersão em inglês realizado pela escola de idiomas Celil num sítio no sul de Minas. Durante cinco dias, os participantes só puderam falar em inglês, até mesmo ao conversar com os familiares por telefone. Santos explica que buscou o curso de imersão para ampliar a clientela. "Tenho planos de atender em meu consultório, em Belo Horizonte, pacientes estrangeiros que fazem turismo de saúde no Brasil", diz. Há duas semanas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou que, a partir de março, todos os pilotos brasileiros que realizam voos para o exterior apresentem certificado que comprove capacidade de comunicação operacional em inglês.
A primeira pergunta que surge a quem se impõe o desafio de falar outro idioma fluentemente é: será preciso passar um tempo no exterior? Não necessariamente. Um bom começo é identificar as estratégias que funcionam melhor para cada tipo de pessoa. Diz a linguista Neide Maia Gonzalez, da Universidade de São Paulo: "Algumas pessoas têm mais facilidade em apreender informações visualmente. Outras, por meio dos sons. Há as que se dão bem com técnicas de memorização. Cada um deve descobrir com quais técnicas se afina melhor e assumir o controle de seu aprendizado". Os vínculos afetivos que existem – ou se desenvolvem – com a cultura do país onde o idioma é falado podem contribuir para sua assimilação. Ouvir músicas americanas lendo as respectivas letras e assistir aos filmes de Hollywood tentando associar as vozes com as legendas são técnicas muito usadas para que o aprendizado não seja um esforço entediante. Também unindo o útil ao agradável, há diversos cursos que combinam o estudo do idioma – principalmente italiano, espanhol e francês – à prática da gastronomia.
A paulista Marília Ramos, administradora de empresas de 26 anos, ilustra os benefícios de transformar o estudo numa forma de entretenimento. Sem nunca ter morado no exterior, ela conquistou uma base sólida em inglês e espanhol com cursos de idiomas e muita dedicação nas horas livres. "Para mim é um grande prazer estudar idiomas, então sempre que posso leio em outra língua e vejo filmes sem legendas", ela conta. Marília trabalha no departamento de marketing de uma multinacional, prepara relatórios e faz apresentações em inglês e espanhol. Para quem gosta de despender várias horas diante do computador, a internet está cheia de ferramentas de suporte para o aperfeiçoamento em idiomas. O gaúcho Felipe Hentz, de 33 anos, técnico em informática em Porto Alegre, conta que, além de tomar aulas particulares, ouvir rádios como a inglesa BBC e ler jornais estrangeiros foram recursos essenciais para sua fluência no inglês. "Na multinacional em que trabalhei até dois anos atrás, fui promovido para um departamento no qual fazia teleconferências com os executivos americanos da matriz", ele relata. Depois de descobrir quais recursos são ideais para chegar à fluência num idioma, vem a fase crucial: praticar muito até se sentir à vontade para conversar naturalmente – e sem gaguejar.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
The Diary of Anne Frank
O Diario de Anne Frank
O Diário de Anne Frank
(The Diary of Anne Frank, 1959)
» Direção: George Stevens
» Roteiro: Albert Hackett, Frances Goodrich
» Gênero: Biografia/Drama/Guerra
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 180 minutos
» Tipo: Longa
» Sinopse: Anne Frank (Millie Perkins), uma garota de apenas 13 anos, documenta sua vida em um diário durante a Grande Guerra. Ela e sua família moram em um sótão de um estabelicimento comercial, além deles, uma outra família judia se esconde da Gestapo. Durante dois anos eles ficam escondidos, correndo os riscos de serem descobertos e mandados para o campo de concentração.
Entre no link abaixo e assista o filme :
http://www.youtube.com/watch?v=j91eiVh2ERw
O Diário de Anne Frank
(The Diary of Anne Frank, 1959)
» Direção: George Stevens
» Roteiro: Albert Hackett, Frances Goodrich
» Gênero: Biografia/Drama/Guerra
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 180 minutos
» Tipo: Longa
» Sinopse: Anne Frank (Millie Perkins), uma garota de apenas 13 anos, documenta sua vida em um diário durante a Grande Guerra. Ela e sua família moram em um sótão de um estabelicimento comercial, além deles, uma outra família judia se esconde da Gestapo. Durante dois anos eles ficam escondidos, correndo os riscos de serem descobertos e mandados para o campo de concentração.
Entre no link abaixo e assista o filme :
http://www.youtube.com/watch?v=j91eiVh2ERw
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
APRENDA COM DVD
Fonte : http://feeds.feedburner.com/englishcaffe
Assistir filmes em DVD é uma ótima oportunidade para melhorar o vocabulário e compreensão, além da diversão. Assim sendo, por que não juntar diversão e aprendizado? Só que assistir por assistir não ajuda muito, o ideal é estabelecer um plano de estudo. Abaixo algumas coisas que irão ajudar a desenvolver seus estudos, tornando mais eficiente.
Tenha a mão lápiz ou caneta, um caderno e um dicionário;
Escolha um cena. A primeira é sempre a melhor para começar seus estudos, não se sinta na obrigação de assistir o filme todo, a menos que você realmente queira. Mas vá de uma cena por vez;
Assista a cena sem legenda, tente escrever qualquer palavra ou frase que você consiga entender; Repita a cena, ainda sem legenda e agora escreva um breve resumo do que se passa na cena;
Assista novamente a cena e desta vez com dublagem, verifique o que você anotou com o que está sendo falado;
Assista mais uma vez a cena em Inglês ainda sem legenda, só que agora procure anotar as palavras ou frases que você não entende;
Assista de novo com a legenda em "Inglês" e você deve fazê-lo sem dar pausa ou retroceder a cena, adicione mais palavras ou frases a sua lista;
Faça novamente usando o pause para aumentar ainda mais o vocabulário da sua lista;
Bem, você assistiu a cena seis vezes sendo cinco delas em Inglês, então tente você mesmo definir as frases e palavras levando em conta o contexto;
Use o dicionário caso você ainda não conheça o significado de alguma palavra.
Acredite, quanto mais você treinar mais palavras e frases você vai passar a entender através do contexto.
É um pouco trabalhoso mas como se diz em Inglês there is no free lunch...portanto mãos a obra. Claro que você não precisa assistir o filme todo. Comece com cenas individuais, isso ajudará focar vocabulário novo e aprofundar o entendimento.
Não é necessário horas e horas de estudo, quatro sessões de vinte minutos por semana já ajuda bastante. Mais do que isso irá "matar" seu entusiasmo, o segredo é a frequência e não a quantidade.
Lógico que você não irá fazer esse estudo quando a familia toda estiver reunida para assistir a um filme.
The Golden Rule: Não se preocupe se não entender muita coisa no começo. Tenha paciência, seguindo essa regra você começará a entender cada vez mais! Seja frequente com seus estudos.
Assistir filmes em DVD é uma ótima oportunidade para melhorar o vocabulário e compreensão, além da diversão. Assim sendo, por que não juntar diversão e aprendizado? Só que assistir por assistir não ajuda muito, o ideal é estabelecer um plano de estudo. Abaixo algumas coisas que irão ajudar a desenvolver seus estudos, tornando mais eficiente.
Tenha a mão lápiz ou caneta, um caderno e um dicionário;
Escolha um cena. A primeira é sempre a melhor para começar seus estudos, não se sinta na obrigação de assistir o filme todo, a menos que você realmente queira. Mas vá de uma cena por vez;
Assista a cena sem legenda, tente escrever qualquer palavra ou frase que você consiga entender; Repita a cena, ainda sem legenda e agora escreva um breve resumo do que se passa na cena;
Assista novamente a cena e desta vez com dublagem, verifique o que você anotou com o que está sendo falado;
Assista mais uma vez a cena em Inglês ainda sem legenda, só que agora procure anotar as palavras ou frases que você não entende;
Assista de novo com a legenda em "Inglês" e você deve fazê-lo sem dar pausa ou retroceder a cena, adicione mais palavras ou frases a sua lista;
Faça novamente usando o pause para aumentar ainda mais o vocabulário da sua lista;
Bem, você assistiu a cena seis vezes sendo cinco delas em Inglês, então tente você mesmo definir as frases e palavras levando em conta o contexto;
Use o dicionário caso você ainda não conheça o significado de alguma palavra.
Acredite, quanto mais você treinar mais palavras e frases você vai passar a entender através do contexto.
É um pouco trabalhoso mas como se diz em Inglês there is no free lunch...portanto mãos a obra. Claro que você não precisa assistir o filme todo. Comece com cenas individuais, isso ajudará focar vocabulário novo e aprofundar o entendimento.
Não é necessário horas e horas de estudo, quatro sessões de vinte minutos por semana já ajuda bastante. Mais do que isso irá "matar" seu entusiasmo, o segredo é a frequência e não a quantidade.
Lógico que você não irá fazer esse estudo quando a familia toda estiver reunida para assistir a um filme.
The Golden Rule: Não se preocupe se não entender muita coisa no começo. Tenha paciência, seguindo essa regra você começará a entender cada vez mais! Seja frequente com seus estudos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O que fazer para ser fluente ?
http://denilsodelima.blogspot.com
Esta é mais uma daquelas perguntas que considero irritante. Vez ou outra, alguém me pergunta o que fazer para se tornar fluente em inglês. Nas entrelinhas, a pergunta quer dizer o seguinte: "o que faço para ir dormir hoje e acordar amanhã com o inglês na ponta da língua?".
Geralmente, quem faz tal pergunta acha que há uma super fórmula secreta que o ajudará a falar inglês fluentemente em um passe de mágica. Se você pensa desta maneira, tenho uma notícia para te dar: esta fórmula mágica ou chave da felicidade simplesmente não existe.
Então o que fazer para ser fluente em inglês?
Primeiro, tenha em mente que leva tempo para se tornar Fluente. Ninguém vai para cama hoje e acorda no dia seguinte falando inglês com perfeição e eficiência. Para algumas pessoas a tão sonhada e desejada fluência pode nunca chegar. Para outros, ela pode chegar em um ano, dois anos, três anos... Mas isto depende de alguns fatores cruciais no aprendizado.
Segundo, motivação faz uma diferença em tanto. Se você estiver realmente motivado você se envolverá com a língua. Envolver-se com a língua é cercar-se dela o tempo todo. Mesmo quando você não está no seu curso de inglês. Por exemplo, procure ler em inglês; procure narrar o seu dia para você mesmo em inglês; quando quiser falar sozinho, fale em inglês; se tiver um amigo que também estuda inglês, fale inglês com ele; mantenha um dicionário personalizado de palavras e expressões - um caderninho no qual você anota expressões interessantes que você aprende ao longo do dia; escute em inglês. Envolva-se com a língua e procure manter contato com ela sempre que possível! No entanto, para que isto seja possível, motivação será a chave do sucesso.
Terceiro, avalie-se! Faço uma auto-avaliação sempre que possível. Antes de criticar seu cursinho de inglês ou seu professor, veja se você está procurando se envolver com a língua e fazendo a sua parte.
O quarto ponto é baseado no pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietszche: a missão de aprender algo cabe "quase" que exclusivamente ao aluno, não ao professor. É o aprendiz que deve se esforçar para atingir um alto nível; o mestre apenas mostra o caminho, dá as dicas, aconselha e ajuda o aprendiz a evitar os erros cometido pelo próprio mestre. Cabe ao aprendiz tomar uma atitude pró-ativa e fazer a diferença.
Em resumo, tenha paciência, esforce-se, tome uma atitude e corra em busca da fluência! Enquanto você ficar tentando encontrar a fórmula secreta e continuar com reclamações e resmungos, simplesmente não chegará a lugar nenhum!
Esta é mais uma daquelas perguntas que considero irritante. Vez ou outra, alguém me pergunta o que fazer para se tornar fluente em inglês. Nas entrelinhas, a pergunta quer dizer o seguinte: "o que faço para ir dormir hoje e acordar amanhã com o inglês na ponta da língua?".
Geralmente, quem faz tal pergunta acha que há uma super fórmula secreta que o ajudará a falar inglês fluentemente em um passe de mágica. Se você pensa desta maneira, tenho uma notícia para te dar: esta fórmula mágica ou chave da felicidade simplesmente não existe.
Então o que fazer para ser fluente em inglês?
Primeiro, tenha em mente que leva tempo para se tornar Fluente. Ninguém vai para cama hoje e acorda no dia seguinte falando inglês com perfeição e eficiência. Para algumas pessoas a tão sonhada e desejada fluência pode nunca chegar. Para outros, ela pode chegar em um ano, dois anos, três anos... Mas isto depende de alguns fatores cruciais no aprendizado.
Segundo, motivação faz uma diferença em tanto. Se você estiver realmente motivado você se envolverá com a língua. Envolver-se com a língua é cercar-se dela o tempo todo. Mesmo quando você não está no seu curso de inglês. Por exemplo, procure ler em inglês; procure narrar o seu dia para você mesmo em inglês; quando quiser falar sozinho, fale em inglês; se tiver um amigo que também estuda inglês, fale inglês com ele; mantenha um dicionário personalizado de palavras e expressões - um caderninho no qual você anota expressões interessantes que você aprende ao longo do dia; escute em inglês. Envolva-se com a língua e procure manter contato com ela sempre que possível! No entanto, para que isto seja possível, motivação será a chave do sucesso.
Terceiro, avalie-se! Faço uma auto-avaliação sempre que possível. Antes de criticar seu cursinho de inglês ou seu professor, veja se você está procurando se envolver com a língua e fazendo a sua parte.
O quarto ponto é baseado no pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietszche: a missão de aprender algo cabe "quase" que exclusivamente ao aluno, não ao professor. É o aprendiz que deve se esforçar para atingir um alto nível; o mestre apenas mostra o caminho, dá as dicas, aconselha e ajuda o aprendiz a evitar os erros cometido pelo próprio mestre. Cabe ao aprendiz tomar uma atitude pró-ativa e fazer a diferença.
Em resumo, tenha paciência, esforce-se, tome uma atitude e corra em busca da fluência! Enquanto você ficar tentando encontrar a fórmula secreta e continuar com reclamações e resmungos, simplesmente não chegará a lugar nenhum!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Barack Obama - Inaugural Address
http://www.whitehouse.gov/blog/inaugural-address/
Wednesday, January 21st, 2009 at 1:27 pm
President Barack Obama's Inaugural Address
Inaugural Address
By President Barack Hussein Obama
My fellow citizens: I stand here today humbled by the task before us, grateful for the trust you've bestowed, mindful of the sacrifices borne by our ancestors.
I thank President Bush for his service to our nation -- (applause) -- as well as the generosity and cooperation he has shown throughout this transition.
Forty-four Americans have now taken the presidential oath. The words have been spoken during rising tides of prosperity and the still waters of peace. Yet, every so often, the oath is taken amidst gathering clouds and raging storms. At these moments, America has carried on not simply because of the skill or vision of those in high office, but because we, the people, have remained faithful to the ideals of our forebears and true to our founding documents.
So it has been; so it must be with this generation of Americans.
That we are in the midst of crisis is now well understood. Our nation is at war against a far-reaching network of violence and hatred. Our economy is badly weakened, a consequence of greed and irresponsibility on the part of some, but also our collective failure to make hard choices and prepare the nation for a new age. Homes have been lost, jobs shed, businesses shuttered. Our health care is too costly, our schools fail too many -- and each day brings further evidence that the ways we use energy strengthen our adversaries and threaten our planet.
These are the indicators of crisis, subject to data and statistics. Less measurable, but no less profound, is a sapping of confidence across our land; a nagging fear that America's decline is inevitable, that the next generation must lower its sights.
Today I say to you that the challenges we face are real. They are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this America: They will be met. (Applause.)
On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord. On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recriminations and worn-out dogmas that for far too long have strangled our politics. We remain a young nation. But in the words of Scripture, the time has come to set aside childish things. The time has come to reaffirm our enduring spirit; to choose our better history; to carry forward that precious gift, that noble idea passed on from generation to generation: the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness. (Applause.)
In reaffirming the greatness of our nation we understand that greatness is never a given. It must be earned. Our journey has never been one of short-cuts or settling for less. It has not been the path for the faint-hearted, for those that prefer leisure over work, or seek only the pleasures of riches and fame. Rather, it has been the risk-takers, the doers, the makers of things -- some celebrated, but more often men and women obscure in their labor -- who have carried us up the long rugged path towards prosperity and freedom.
For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life. For us, they toiled in sweatshops, and settled the West, endured the lash of the whip, and plowed the hard earth. For us, they fought and died in places like Concord and Gettysburg, Normandy and Khe Sahn.
Time and again these men and women struggled and sacrificed and worked till their hands were raw so that we might live a better life. They saw America as bigger than the sum of our individual ambitions, greater than all the differences of birth or wealth or faction.
This is the journey we continue today. We remain the most prosperous, powerful nation on Earth. Our workers are no less productive than when this crisis began. Our minds are no less inventive, our goods and services no less needed than they were last week, or last month, or last year. Our capacity remains undiminished. But our time of standing pat, of protecting narrow interests and putting off unpleasant decisions -- that time has surely passed. Starting today, we must pick ourselves up, dust ourselves off, and begin again the work of remaking America. (Applause.)
For everywhere we look, there is work to be done. The state of our economy calls for action, bold and swift. And we will act, not only to create new jobs, but to lay a new foundation for growth. We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together. We'll restore science to its rightful place, and wield technology's wonders to raise health care's quality and lower its cost. We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age. All this we can do. All this we will do.
Now, there are some who question the scale of our ambitions, who suggest that our system cannot tolerate too many big plans. Their memories are short, for they have forgotten what this country has already done, what free men and women can achieve when imagination is joined to common purpose, and necessity to courage. What the cynics fail to understand is that the ground has shifted beneath them, that the stale political arguments that have consumed us for so long no longer apply.
The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works -- whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. Where the answer is yes, we intend to move forward. Where the answer is no, programs will end. And those of us who manage the public's dollars will be held to account, to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day, because only then can we restore the vital trust between a people and their government.
Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched. But this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control. The nation cannot prosper long when it favors only the prosperous. The success of our economy has always depended not just on the size of our gross domestic product, but on the reach of our prosperity, on the ability to extend opportunity to every willing heart -- not out of charity, but because it is the surest route to our common good. (Applause.)
As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals. Our Founding Fathers -- (applause) -- our Founding Fathers, faced with perils that we can scarcely imagine, drafted a charter to assure the rule of law and the rights of man -- a charter expanded by the blood of generations. Those ideals still light the world, and we will not give them up for expedience sake. (Applause.)
And so, to all the other peoples and governments who are watching today, from the grandest capitals to the small village where my father was born, know that America is a friend of each nation, and every man, woman and child who seeks a future of peace and dignity. And we are ready to lead once more. (Applause.)
Recall that earlier generations faced down fascism and communism not just with missiles and tanks, but with the sturdy alliances and enduring convictions. They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.
We are the keepers of this legacy. Guided by these principles once more we can meet those new threats that demand even greater effort, even greater cooperation and understanding between nations. We will begin to responsibly leave Iraq to its people and forge a hard-earned peace in Afghanistan. With old friends and former foes, we'll work tirelessly to lessen the nuclear threat, and roll back the specter of a warming planet.
We will not apologize for our way of life, nor will we waver in its defense. And for those who seek to advance their aims by inducing terror and slaughtering innocents, we say to you now that our spirit is stronger and cannot be broken -- you cannot outlast us, and we will defeat you. (Applause.)
For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus, and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.
To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West, know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. (Applause.)
To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history, but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist. (Applause.)
To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to the suffering outside our borders, nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.
As we consider the role that unfolds before us, we remember with humble gratitude those brave Americans who at this very hour patrol far-off deserts and distant mountains. They have something to tell us, just as the fallen heroes who lie in Arlington whisper through the ages.
We honor them not only because they are the guardians of our liberty, but because they embody the spirit of service -- a willingness to find meaning in something greater than themselves.
And yet at this moment, a moment that will define a generation, it is precisely this spirit that must inhabit us all. For as much as government can do, and must do, it is ultimately the faith and determination of the American people upon which this nation relies. It is the kindness to take in a stranger when the levees break, the selflessness of workers who would rather cut their hours than see a friend lose their job which sees us through our darkest hours. It is the firefighter's courage to storm a stairway filled with smoke, but also a parent's willingness to nurture a child that finally decides our fate.
Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends -- honesty and hard work, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history.
What is demanded, then, is a return to these truths. What is required of us now is a new era of responsibility -- a recognition on the part of every American that we have duties to ourselves, our nation and the world; duties that we do not grudgingly accept, but rather seize gladly, firm in the knowledge that there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character than giving our all to a difficult task.
This is the price and the promise of citizenship. This is the source of our confidence -- the knowledge that God calls on us to shape an uncertain destiny. This is the meaning of our liberty and our creed, why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent mall; and why a man whose father less than 60 years ago might not have been served in a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath. (Applause.)
So let us mark this day with remembrance of who we are and how far we have traveled. In the year of America's birth, in the coldest of months, a small band of patriots huddled by dying campfires on the shores of an icy river. The capital was abandoned. The enemy was advancing. The snow was stained with blood. At the moment when the outcome of our revolution was most in doubt, the father of our nation ordered these words to be read to the people:
"Let it be told to the future world...that in the depth of winter, when nothing but hope and virtue could survive... that the city and the country, alarmed at one common danger, came forth to meet [it]."
America: In the face of our common dangers, in this winter of our hardship, let us remember these timeless words. With hope and virtue, let us brave once more the icy currents, and endure what storms may come. Let it be said by our children's children that when we were tested we refused to let this journey end, that we did not turn back nor did we falter; and with eyes fixed on the horizon and God's grace upon us, we carried forth that great gift of freedom and delivered it safely to future generations.
Thank you. God bless you. And God bless the United States of America. (Applause.)
Wednesday, January 21st, 2009 at 1:27 pm
President Barack Obama's Inaugural Address
Inaugural Address
By President Barack Hussein Obama
My fellow citizens: I stand here today humbled by the task before us, grateful for the trust you've bestowed, mindful of the sacrifices borne by our ancestors.
I thank President Bush for his service to our nation -- (applause) -- as well as the generosity and cooperation he has shown throughout this transition.
Forty-four Americans have now taken the presidential oath. The words have been spoken during rising tides of prosperity and the still waters of peace. Yet, every so often, the oath is taken amidst gathering clouds and raging storms. At these moments, America has carried on not simply because of the skill or vision of those in high office, but because we, the people, have remained faithful to the ideals of our forebears and true to our founding documents.
So it has been; so it must be with this generation of Americans.
That we are in the midst of crisis is now well understood. Our nation is at war against a far-reaching network of violence and hatred. Our economy is badly weakened, a consequence of greed and irresponsibility on the part of some, but also our collective failure to make hard choices and prepare the nation for a new age. Homes have been lost, jobs shed, businesses shuttered. Our health care is too costly, our schools fail too many -- and each day brings further evidence that the ways we use energy strengthen our adversaries and threaten our planet.
These are the indicators of crisis, subject to data and statistics. Less measurable, but no less profound, is a sapping of confidence across our land; a nagging fear that America's decline is inevitable, that the next generation must lower its sights.
Today I say to you that the challenges we face are real. They are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this America: They will be met. (Applause.)
On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord. On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recriminations and worn-out dogmas that for far too long have strangled our politics. We remain a young nation. But in the words of Scripture, the time has come to set aside childish things. The time has come to reaffirm our enduring spirit; to choose our better history; to carry forward that precious gift, that noble idea passed on from generation to generation: the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness. (Applause.)
In reaffirming the greatness of our nation we understand that greatness is never a given. It must be earned. Our journey has never been one of short-cuts or settling for less. It has not been the path for the faint-hearted, for those that prefer leisure over work, or seek only the pleasures of riches and fame. Rather, it has been the risk-takers, the doers, the makers of things -- some celebrated, but more often men and women obscure in their labor -- who have carried us up the long rugged path towards prosperity and freedom.
For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life. For us, they toiled in sweatshops, and settled the West, endured the lash of the whip, and plowed the hard earth. For us, they fought and died in places like Concord and Gettysburg, Normandy and Khe Sahn.
Time and again these men and women struggled and sacrificed and worked till their hands were raw so that we might live a better life. They saw America as bigger than the sum of our individual ambitions, greater than all the differences of birth or wealth or faction.
This is the journey we continue today. We remain the most prosperous, powerful nation on Earth. Our workers are no less productive than when this crisis began. Our minds are no less inventive, our goods and services no less needed than they were last week, or last month, or last year. Our capacity remains undiminished. But our time of standing pat, of protecting narrow interests and putting off unpleasant decisions -- that time has surely passed. Starting today, we must pick ourselves up, dust ourselves off, and begin again the work of remaking America. (Applause.)
For everywhere we look, there is work to be done. The state of our economy calls for action, bold and swift. And we will act, not only to create new jobs, but to lay a new foundation for growth. We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together. We'll restore science to its rightful place, and wield technology's wonders to raise health care's quality and lower its cost. We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age. All this we can do. All this we will do.
Now, there are some who question the scale of our ambitions, who suggest that our system cannot tolerate too many big plans. Their memories are short, for they have forgotten what this country has already done, what free men and women can achieve when imagination is joined to common purpose, and necessity to courage. What the cynics fail to understand is that the ground has shifted beneath them, that the stale political arguments that have consumed us for so long no longer apply.
The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works -- whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. Where the answer is yes, we intend to move forward. Where the answer is no, programs will end. And those of us who manage the public's dollars will be held to account, to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day, because only then can we restore the vital trust between a people and their government.
Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched. But this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control. The nation cannot prosper long when it favors only the prosperous. The success of our economy has always depended not just on the size of our gross domestic product, but on the reach of our prosperity, on the ability to extend opportunity to every willing heart -- not out of charity, but because it is the surest route to our common good. (Applause.)
As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals. Our Founding Fathers -- (applause) -- our Founding Fathers, faced with perils that we can scarcely imagine, drafted a charter to assure the rule of law and the rights of man -- a charter expanded by the blood of generations. Those ideals still light the world, and we will not give them up for expedience sake. (Applause.)
And so, to all the other peoples and governments who are watching today, from the grandest capitals to the small village where my father was born, know that America is a friend of each nation, and every man, woman and child who seeks a future of peace and dignity. And we are ready to lead once more. (Applause.)
Recall that earlier generations faced down fascism and communism not just with missiles and tanks, but with the sturdy alliances and enduring convictions. They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.
We are the keepers of this legacy. Guided by these principles once more we can meet those new threats that demand even greater effort, even greater cooperation and understanding between nations. We will begin to responsibly leave Iraq to its people and forge a hard-earned peace in Afghanistan. With old friends and former foes, we'll work tirelessly to lessen the nuclear threat, and roll back the specter of a warming planet.
We will not apologize for our way of life, nor will we waver in its defense. And for those who seek to advance their aims by inducing terror and slaughtering innocents, we say to you now that our spirit is stronger and cannot be broken -- you cannot outlast us, and we will defeat you. (Applause.)
For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus, and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.
To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West, know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. (Applause.)
To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history, but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist. (Applause.)
To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to the suffering outside our borders, nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.
As we consider the role that unfolds before us, we remember with humble gratitude those brave Americans who at this very hour patrol far-off deserts and distant mountains. They have something to tell us, just as the fallen heroes who lie in Arlington whisper through the ages.
We honor them not only because they are the guardians of our liberty, but because they embody the spirit of service -- a willingness to find meaning in something greater than themselves.
And yet at this moment, a moment that will define a generation, it is precisely this spirit that must inhabit us all. For as much as government can do, and must do, it is ultimately the faith and determination of the American people upon which this nation relies. It is the kindness to take in a stranger when the levees break, the selflessness of workers who would rather cut their hours than see a friend lose their job which sees us through our darkest hours. It is the firefighter's courage to storm a stairway filled with smoke, but also a parent's willingness to nurture a child that finally decides our fate.
Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends -- honesty and hard work, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history.
What is demanded, then, is a return to these truths. What is required of us now is a new era of responsibility -- a recognition on the part of every American that we have duties to ourselves, our nation and the world; duties that we do not grudgingly accept, but rather seize gladly, firm in the knowledge that there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character than giving our all to a difficult task.
This is the price and the promise of citizenship. This is the source of our confidence -- the knowledge that God calls on us to shape an uncertain destiny. This is the meaning of our liberty and our creed, why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent mall; and why a man whose father less than 60 years ago might not have been served in a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath. (Applause.)
So let us mark this day with remembrance of who we are and how far we have traveled. In the year of America's birth, in the coldest of months, a small band of patriots huddled by dying campfires on the shores of an icy river. The capital was abandoned. The enemy was advancing. The snow was stained with blood. At the moment when the outcome of our revolution was most in doubt, the father of our nation ordered these words to be read to the people:
"Let it be told to the future world...that in the depth of winter, when nothing but hope and virtue could survive... that the city and the country, alarmed at one common danger, came forth to meet [it]."
America: In the face of our common dangers, in this winter of our hardship, let us remember these timeless words. With hope and virtue, let us brave once more the icy currents, and endure what storms may come. Let it be said by our children's children that when we were tested we refused to let this journey end, that we did not turn back nor did we falter; and with eyes fixed on the horizon and God's grace upon us, we carried forth that great gift of freedom and delivered it safely to future generations.
Thank you. God bless you. And God bless the United States of America. (Applause.)
Discurso Barack Obama - Tradução Português
http://www.youtube.com/watch?v=5_l0RlXayPw
Meus caros cidadãos
Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.
Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais .
Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos .
Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta .
Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas .
Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos.
Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.
Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.
Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.
Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida .
Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.
Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção .
Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América .
http://www.youtube.com/watch?v=LzIL7cO5Xgk&feature=related
•
Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.
Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.
Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.
Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.
Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.
Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.
Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.
Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.
Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.
Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.
Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.
Esse é o preço e a promessa da cidadania.
Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.
Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.
http://www.youtube.com/watch?v=mmlVshVeKEA&feature=related
Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:
“Que seja dito ao mundo futuro... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo”.
A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Meus caros cidadãos
Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.
Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais .
Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos .
Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta .
Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas .
Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos.
Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.
Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.
Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.
Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida .
Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.
Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção .
Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América .
http://www.youtube.com/watch?v=LzIL7cO5Xgk&feature=related
•
Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.
Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.
Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.
Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.
Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.
Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.
Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.
Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.
Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.
Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.
Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.
Esse é o preço e a promessa da cidadania.
Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.
Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.
http://www.youtube.com/watch?v=mmlVshVeKEA&feature=related
Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:
“Que seja dito ao mundo futuro... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo”.
A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Leia livros de graça
Este link é muito legal . Você cadastra e pode receber diariamente os capítulos dos livros .
http://www.dailylit.com
Divirta-se
http://www.dailylit.com
Divirta-se
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=1043694
Problema com hífen no novo acordo não parece ser apenas "informático",
não existe ainda uma definição oficial sobre o uso do hífen, embora
deva sair em fevereiro, como diz no texto a seguir:
Texto do Acordo não deixa claro como ficará a grafia de uma série de
palavras
MÁRCIO PINHO
LUISA ALCANTARA E SILVA
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a valer a partir
de hoje no Brasil. O período de transição para que a população se
adapte às mudanças vai até o fim de 2012 --a partir de 1º de janeiro
de 2013, a nova ortografia será a única considerada correta.
Apesar de escolas, editoras e meios de comunicação já começarem a se
adaptar, o texto do Acordo não esclarece a grafia de uma série de
palavras.
Segundo a ABL (Academia Brasileira de Letras), a definição só sairá
com a publicação de um novo Volp ("Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa"). Com a função de registrar a forma oficial de escrever as
palavras, o Volp só deve ser publicado em fevereiro, com cerca de 300
mil termos.
"O Volp deveria ter ficado pronto em 2008", afirma José Carlos de
Azeredo, doutor em letras pela Universidade Federal do Rio Janeiro e
professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Os editores já
precisavam dele para usá-lo como fonte de orientação", afirma Azeredo,
que coordenou o guia "Escrevendo pela Nova Ortografia" (parceria entre
a Publifolha e o Instituto Houaiss), que detalha as novas regras.
"Isso tem que ser reconhecido como uma falha", diz.
Azeredo conta que sua equipe no Instituto Houaiss enfrentou uma série
de problemas por não ter o Volp como base de pesquisa. "Além disso, o
texto do Acordo é muito genérico, principalmente em relação ao uso do
hífen", afirma.
Na opinião de Azeredo, o Brasil deveria ter feito uma edição limitada
do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" antes de o Acordo
ter entrado em vigor. "Depois, lançaria uma edição maior."
Até mesmo Evanildo Bechara, membro da ABL e considerado a autoridade
máxima no Brasil para decidir as possíveis pendências do Acordo, diz
que está sujeito a erros. Em entrevista publicada na Folha na última
segunda-feira, ele diz: "É claro que a interpretação que fiz está
sujeita a erros. Só não erra quem não faz".
Dúvidas
Segundo a consultora de língua portuguesa do Grupo Folha, Thaís
Nicoleti de Camargo, as principais indefinições estão centradas na
aglutinação ou no uso do hífen.
Daí surgem dúvidas como "subumano" ou "sub-humano", "co-habitar" ou
"coabitar" e "abrupto" ou "ab-rupto". Quanto ao prefixo "re" (usado em
palavras como "reeditar" ou "re-editar"), Thaís afirma que o Acordo
não faz menção específica a ele, o que provoca diferentes
interpretações.
Outra palavra que vem gerando dúvidas é "para-raios" (que perde o
acento diferencial do "pára"). No "Minidicionário Aurélio da Língua
Portuguesa", grafa-se "pararraios". Já o "Meu Primeiro Dicionário
Houaiss" e o "Minidicionário Houaiss" grafam "para-raios".
O motivo da dúvida é que o Acordo diz que devem ser aglutinadas, sem
hífen, as palavras compostas quando "se perdeu, em certa medida, a
noção de composição", conceito usado na agora "paraquedas".
Para Thaís, "é provável que a perda da percepção dos elementos
constitutivos da palavra "pára-quedas" se deva à existência dos
derivados "pára-quedista" e "pára-quedismo". A ausência das palavras
"quedista" e "quedismo" na língua favorece o processo natural de
aglutinação". "No caso de "pára-raios" e "pára-brisa", isso não
ocorre, pois não há derivados", explica ela. Nesses casos, só há a
perda do acento diferencial da forma "pára", e não deve ser feita a
aglutinação.
A recomendação de Thaís é adotar a grafia antiga apenas em casos de
dúvidas causadas pela subjetividade do Acordo, para que a assimilação
do novo sistema não seja adiada.
Folha de S.Paulo, 1º jan. 2009.
Para mais informações sobre o Acordo, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/reformaortografica/
Problema com hífen no novo acordo não parece ser apenas "informático",
não existe ainda uma definição oficial sobre o uso do hífen, embora
deva sair em fevereiro, como diz no texto a seguir:
Texto do Acordo não deixa claro como ficará a grafia de uma série de
palavras
MÁRCIO PINHO
LUISA ALCANTARA E SILVA
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a valer a partir
de hoje no Brasil. O período de transição para que a população se
adapte às mudanças vai até o fim de 2012 --a partir de 1º de janeiro
de 2013, a nova ortografia será a única considerada correta.
Apesar de escolas, editoras e meios de comunicação já começarem a se
adaptar, o texto do Acordo não esclarece a grafia de uma série de
palavras.
Segundo a ABL (Academia Brasileira de Letras), a definição só sairá
com a publicação de um novo Volp ("Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa"). Com a função de registrar a forma oficial de escrever as
palavras, o Volp só deve ser publicado em fevereiro, com cerca de 300
mil termos.
"O Volp deveria ter ficado pronto em 2008", afirma José Carlos de
Azeredo, doutor em letras pela Universidade Federal do Rio Janeiro e
professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Os editores já
precisavam dele para usá-lo como fonte de orientação", afirma Azeredo,
que coordenou o guia "Escrevendo pela Nova Ortografia" (parceria entre
a Publifolha e o Instituto Houaiss), que detalha as novas regras.
"Isso tem que ser reconhecido como uma falha", diz.
Azeredo conta que sua equipe no Instituto Houaiss enfrentou uma série
de problemas por não ter o Volp como base de pesquisa. "Além disso, o
texto do Acordo é muito genérico, principalmente em relação ao uso do
hífen", afirma.
Na opinião de Azeredo, o Brasil deveria ter feito uma edição limitada
do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" antes de o Acordo
ter entrado em vigor. "Depois, lançaria uma edição maior."
Até mesmo Evanildo Bechara, membro da ABL e considerado a autoridade
máxima no Brasil para decidir as possíveis pendências do Acordo, diz
que está sujeito a erros. Em entrevista publicada na Folha na última
segunda-feira, ele diz: "É claro que a interpretação que fiz está
sujeita a erros. Só não erra quem não faz".
Dúvidas
Segundo a consultora de língua portuguesa do Grupo Folha, Thaís
Nicoleti de Camargo, as principais indefinições estão centradas na
aglutinação ou no uso do hífen.
Daí surgem dúvidas como "subumano" ou "sub-humano", "co-habitar" ou
"coabitar" e "abrupto" ou "ab-rupto". Quanto ao prefixo "re" (usado em
palavras como "reeditar" ou "re-editar"), Thaís afirma que o Acordo
não faz menção específica a ele, o que provoca diferentes
interpretações.
Outra palavra que vem gerando dúvidas é "para-raios" (que perde o
acento diferencial do "pára"). No "Minidicionário Aurélio da Língua
Portuguesa", grafa-se "pararraios". Já o "Meu Primeiro Dicionário
Houaiss" e o "Minidicionário Houaiss" grafam "para-raios".
O motivo da dúvida é que o Acordo diz que devem ser aglutinadas, sem
hífen, as palavras compostas quando "se perdeu, em certa medida, a
noção de composição", conceito usado na agora "paraquedas".
Para Thaís, "é provável que a perda da percepção dos elementos
constitutivos da palavra "pára-quedas" se deva à existência dos
derivados "pára-quedista" e "pára-quedismo". A ausência das palavras
"quedista" e "quedismo" na língua favorece o processo natural de
aglutinação". "No caso de "pára-raios" e "pára-brisa", isso não
ocorre, pois não há derivados", explica ela. Nesses casos, só há a
perda do acento diferencial da forma "pára", e não deve ser feita a
aglutinação.
A recomendação de Thaís é adotar a grafia antiga apenas em casos de
dúvidas causadas pela subjetividade do Acordo, para que a assimilação
do novo sistema não seja adiada.
Folha de S.Paulo, 1º jan. 2009.
Para mais informações sobre o Acordo, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/reformaortografica/
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
LEGENDANDO
É muito fácil criticar quando não se sabe o que realmente acontece. Muitas vezes a gente fica criticando o responsável pelas legendas, achando que a frase dita não cai perfeitamente à escrita.
Gostei desse artigo de Flávia Fusaro e resolvi compartilhar com vocês :
"A manhã começa e lá estou eu, com o computador ligado, depois de checar os e-mails diários. O arquivo digital de vídeo está aberto dum lado e o Word, do outro. Os dicionários eletrônicos e o Google também estão a postos, aguardando a consulta mais ou menos frenética, conforme o nível de dificuldade e/ou informalidade do enredo de hoje.
O filme começa a rodar, e graças à era digital, tudo é controlado pelo teclado. Há muito tempo o videocassete ficou para trás… Ainda bem! O respectivo roteiro chegou na última hora. Ufa! Não vai ser preciso voltar inúmeras vezes cada cena a fim de conferir o que está sendo dito (depois de tanto tempo de experiência, aprendi a identificar se o roteiro é ou não de confiança…).
No começo, devido aos créditos do filme na parte inferior da tela, as legendas devem ficar na parte superior da mesma. O cliente exige o uso de um sinalzinho para indicar isso. É preciso atenção. Passam-se alguns minutos de filme e a tradução vai bem, segue tranqüila. Os diálogos são espaçados, simples, por enquanto. (Ainda bem que não é um Woody Allen!) Oba, vai ser fácil e rápido… Doce ilusão… logo, logo, vão aparecendo os desafios: Pull 52 good bennis, and take home a car.
“Bennis”? De onde foram tirar isso? A explicação dos dicionários não cabe… Google nele. Descobri: é de Benjamin Franklin, que está na nota de US$100. Problema resolvido, bola pra frente.
Will Macy’s tell Gimble’s?
E agora? Não quero usar os nomes das lojas, prefiro “mastigar” a informação para o telespectador neste caso, visto que o público é variadíssimo: “O concorrente será avisado?” Maravilha, a frase tem 28 caracteres, perfeita para os dois segundos que ficará na tela.
“I’ll try to find ice, since we are in Iceland”.
Ah, começo a quebrar a cabeça pra tentar uma adaptação, mas não posso mudar o nome do país. Não tem jeito:
“Tentarei achar gelo,já que estamos na Islândia.”
Fazer o quê? Nem tudo é perfeito.
I’m the rapper.
Oh, for real. And here’s the 611 on that.
- That’s phone repair. You mean 411.
- Right.
Mais uma. Volto para a internet e descubro que 611 é o número discado nos Estados Unidos para solicitar serviços de reparos telefônicos, e 411 é o número para obter informações. Depois de desvendar o mistério, parto para a adaptação… Os trocadilhos continuam, desafiando os padrões gramaticais e de estilo do cliente, que não são poucos.
They’re chewing my ears off wanting to know whenyou’re going to launch a murder enquiry.
Ih, a tradução dessa fala tem de caber em uma linha e meia… e não posso usar gírias…
You are a nation of peeny-weeny,piffling, piccolini, piddly-diddly pouft!
Pelo amor de Deus, alguém me socorre. Essa legenda deve ficar quatro segundos na tela, o que vou escrever aqui??? Ainda por cima, tem de fazer sentido para um público amplo, não posso usar termos regionais, que só serão compreendidos aqui em Sampa.
- I’ll watch your back.
- It’s me front I’m worried about.
Três segundos para fazer esse trocadilho? (Nota de rodapé não pode, nem gíria, lembre-se.)
This was like the Keystone Kops versus The Gang That Couldn’t Shoot Straight.
Não entendi nada, mas como o roteiro é legal (eu bem que avisei…), veio tudo explicadinho:
Keystone Kops: an incompetent group of policemen featured in silent films from 1912 to 1917.
The Gang That Couldn’t Shoot Straight: a film from 1971 about an incompetent gang of hoodlums.
Ajudou muito!!! Traduzir ao pé da letra não dá, claro. Mais meia hora pensando numa adaptação que dê exatamente esse sentido. Não, não posso usar “É o roto falando do rasgado”, pois tenho duas linhas com 32 caracteres para encher, já que a fala dura quatro segundos.
We want you to find this…
because the finding of thisfinds you incapacitorially finding…
and/or locating in your discovering a wayto save your dolly belle, ol’ what’s-her-face.
Savvy?
Hoje é dia… e eu que achei que seria rápido e fácil…
Thank you!
Essa não! O personagem é hermafrodita, não tem gênero explicitamente definido no filme. Não posso eu, mera tradutora, estragar o contexto. Vai ficar: “Eu agradeço”. É, nem um simples “obrigado/a” sai ileso após um dia de legendagem.
Flávia Fusaro é intérprete e tradutora credenciada pela ATA, e trabalha na área desde 1996. É responsável pela versão da HBO das seguintes séries: Roma, Amor Imenso, e dos títulos: Piratas do Caribe 2, Os Infiltrados, Happy Feet, A Casa do Lago, O Código da Vinci, Superman, o Retorno, entre outros. E-mail: ffusaro@hotmail.com.
Gostei desse artigo de Flávia Fusaro e resolvi compartilhar com vocês :
"A manhã começa e lá estou eu, com o computador ligado, depois de checar os e-mails diários. O arquivo digital de vídeo está aberto dum lado e o Word, do outro. Os dicionários eletrônicos e o Google também estão a postos, aguardando a consulta mais ou menos frenética, conforme o nível de dificuldade e/ou informalidade do enredo de hoje.
O filme começa a rodar, e graças à era digital, tudo é controlado pelo teclado. Há muito tempo o videocassete ficou para trás… Ainda bem! O respectivo roteiro chegou na última hora. Ufa! Não vai ser preciso voltar inúmeras vezes cada cena a fim de conferir o que está sendo dito (depois de tanto tempo de experiência, aprendi a identificar se o roteiro é ou não de confiança…).
No começo, devido aos créditos do filme na parte inferior da tela, as legendas devem ficar na parte superior da mesma. O cliente exige o uso de um sinalzinho para indicar isso. É preciso atenção. Passam-se alguns minutos de filme e a tradução vai bem, segue tranqüila. Os diálogos são espaçados, simples, por enquanto. (Ainda bem que não é um Woody Allen!) Oba, vai ser fácil e rápido… Doce ilusão… logo, logo, vão aparecendo os desafios: Pull 52 good bennis, and take home a car.
“Bennis”? De onde foram tirar isso? A explicação dos dicionários não cabe… Google nele. Descobri: é de Benjamin Franklin, que está na nota de US$100. Problema resolvido, bola pra frente.
Will Macy’s tell Gimble’s?
E agora? Não quero usar os nomes das lojas, prefiro “mastigar” a informação para o telespectador neste caso, visto que o público é variadíssimo: “O concorrente será avisado?” Maravilha, a frase tem 28 caracteres, perfeita para os dois segundos que ficará na tela.
“I’ll try to find ice, since we are in Iceland”.
Ah, começo a quebrar a cabeça pra tentar uma adaptação, mas não posso mudar o nome do país. Não tem jeito:
“Tentarei achar gelo,já que estamos na Islândia.”
Fazer o quê? Nem tudo é perfeito.
I’m the rapper.
Oh, for real. And here’s the 611 on that.
- That’s phone repair. You mean 411.
- Right.
Mais uma. Volto para a internet e descubro que 611 é o número discado nos Estados Unidos para solicitar serviços de reparos telefônicos, e 411 é o número para obter informações. Depois de desvendar o mistério, parto para a adaptação… Os trocadilhos continuam, desafiando os padrões gramaticais e de estilo do cliente, que não são poucos.
They’re chewing my ears off wanting to know whenyou’re going to launch a murder enquiry.
Ih, a tradução dessa fala tem de caber em uma linha e meia… e não posso usar gírias…
You are a nation of peeny-weeny,piffling, piccolini, piddly-diddly pouft!
Pelo amor de Deus, alguém me socorre. Essa legenda deve ficar quatro segundos na tela, o que vou escrever aqui??? Ainda por cima, tem de fazer sentido para um público amplo, não posso usar termos regionais, que só serão compreendidos aqui em Sampa.
- I’ll watch your back.
- It’s me front I’m worried about.
Três segundos para fazer esse trocadilho? (Nota de rodapé não pode, nem gíria, lembre-se.)
This was like the Keystone Kops versus The Gang That Couldn’t Shoot Straight.
Não entendi nada, mas como o roteiro é legal (eu bem que avisei…), veio tudo explicadinho:
Keystone Kops: an incompetent group of policemen featured in silent films from 1912 to 1917.
The Gang That Couldn’t Shoot Straight: a film from 1971 about an incompetent gang of hoodlums.
Ajudou muito!!! Traduzir ao pé da letra não dá, claro. Mais meia hora pensando numa adaptação que dê exatamente esse sentido. Não, não posso usar “É o roto falando do rasgado”, pois tenho duas linhas com 32 caracteres para encher, já que a fala dura quatro segundos.
We want you to find this…
because the finding of thisfinds you incapacitorially finding…
and/or locating in your discovering a wayto save your dolly belle, ol’ what’s-her-face.
Savvy?
Hoje é dia… e eu que achei que seria rápido e fácil…
Thank you!
Essa não! O personagem é hermafrodita, não tem gênero explicitamente definido no filme. Não posso eu, mera tradutora, estragar o contexto. Vai ficar: “Eu agradeço”. É, nem um simples “obrigado/a” sai ileso após um dia de legendagem.
Flávia Fusaro é intérprete e tradutora credenciada pela ATA, e trabalha na área desde 1996. É responsável pela versão da HBO das seguintes séries: Roma, Amor Imenso, e dos títulos: Piratas do Caribe 2, Os Infiltrados, Happy Feet, A Casa do Lago, O Código da Vinci, Superman, o Retorno, entre outros. E-mail: ffusaro@hotmail.com.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Como posso melhorar a minha listening comprehension? - Parte 1/3
Michael Jacobs
http://www.teclasap.com.br/blog - Visitem esse blog é maravilhoso !
Como posso melhorar a minha listening comprehension? - Parte 1/3
Recebo um montão de e-mails com a mesma pergunta, que, embora colocada de várias formas, se resume a How can I improve my listening comprehension?. Outros leitores ainda usam, erroneamente, hearing: How can I improve my hearing?
Antes de mais nada, este é um bom momento para corrigir essa última frase. O inglês está perfeito – desde que você queira saber como melhorar a audição. Pois hearing é justamente isto: audição. A minha sugestão inicial, portanto, seria o uso de cotonetes. Se estes não surtirem efeito, talvez seja indicada aquela lavagem horrível, uma cirurgia ou, no limite, um aparelho (a hearing aid), daqueles com fone de ouvido e pilha. Afinal, quem tem problemas com sua hearing possivelmente está sofrendo de algum distúrbio físico – uma deficiência auditiva –, cujo final triste poderia ser a surdez. Claro, não recebo correspondências que seriam mais bem dirigidas aos médicos; digo isso apenas no intuito de corrigir o inglês.
Também acho interessantes as tentativas de verter listening comprehension para o português. Bem que a maioria tenta, e é por isso que a palavra hearing surge. Pessoalmente, também nunca achei uma palavra ou frase adequada. Então, de agora em diante, vou tratar sempre de listening comprehension, e fim de papo. Afinal, listening comprehension significa a compreensão daquilo que se ouve. Bom, o que eu – um simples professor de inglês – posso sugerir para ajudar? Além de dizer “Preste mais atenção, e a melhora virá com o tempo”, que é a minha tendência (ou tem sido até o momento, pelo menos), não tenho muito a acrescentar. Ou será que tenho?
Primeiro, precisamos lembrar que cada pessoa aprende de maneira diferente. Eu, por exemplo, sou muito mais visual. Com freqüência, preciso ver a palavra escrita antes de conseguir decorá-la. Outros são mais auditivos, memorizando tudo só de ouvir. O assunto é tão complexo que acredito não existirem respostas simples. (Talvez nem mesmo respostas complexas! Será que existem respostas para uma pergunta assim?)
Entretanto, neste livro acho que devo enfrentar a questão. Mas por onde começar? Penso naqueles que, nesta altura, poderiam estar quererendo entrar no campo das ciências que estudam e tratam do sistema límbico do córtex do hemisfério direito do cérebro, que comanda as funções do lado esquerdo do corpo, e vice-versa, mas, sinceramente, não é a minha praia (e nem sei se acertei no vocabulário). Honestamente, não sei o que recomendar, além de mais treino e mais treino e mais treino. Fitas, filmes, leitura (para adquirir vocabulário), aulas e conversação. O que mais posso dizer?
E se alguém exigisse de você uma resposta? O que você diria? Quem sabe você poderia começar listando atividades como as que mencionei acima? Assistir a vídeos em inglês com as legendas escondidas, ou mesmo a fitas sem legenda. Ouvir a suas músicas favoritas, tentando entender a letra, para depois checar a sua compreensão e repetir as palavras. Existem ótimas publicações que vêm com diálogos gravados em fita, para você treinar. Poderia até usar aquele velho recurso – o livro! E agora vou usar uma palavra que tento evitar nas coisas que escrevo: etcétera, abreviada para etc. Livros, vídeos, fitas, música, aulas, conversação etc.
Há tanto material disponível no mercado para ajudar o aluno a melhorar a sua listening comprehension que está longe de mim querer reinventar a roda. Acredito que as editoras sabem o que fazem, e, se existisse algo revolucionário para lançar, elas com certeza estariam fazendo exatamente isso. O fato de não o fazerem parece transmitir uma mensagem clara e objetiva, não acha?
Talvez ajude se eu me lembrar de como foi o meu processo de aprendizagem do português. Vamos tentar juntos? OK. No início, tudo parecia que eram sons estranhos – eu não entendia nada! Frustrante? You bet. No meu primeiro dia de Brasil, lembro-me de que, ao ser apresentado a uma pessoa que me disse “Muito prazer”, respondi “Mootu pléja”. Havia entendido pleasure! Viu só? Não estava tão longe assim. Mas olha só o que aconteceu: repeti o som que ouvi, e a pessoa deve ter pensado que eu era um nativo, um brasileiro de fato. Vá, concorde comigo… Senão, vou parar por aqui.
OK. Concordou. Ainda bem. Vou continuar.
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 2/3
Como posso melhorar a minha listening comprehension? - Parte 2/3
Confira a primeira parte desse artigo em: Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 1/3
Na primeira semana, um amigo – bem, ainda não era de fato um amigo, mas viria a ser – testou as suas habilidades de professor e começou a me ensinar os dias da semana. You know, segunda-feira, terça-feira… acho que não preciso dizê-los todos. Ai, que sofrimento! Não conseguia decorá-los, e os misturava, também. Não acertava a seqüência correta. “Sábado” e “domingo” não foram um problema tão grande, mas as duas palavras juntas dos dias da semana me atormentavam muito. Mas persisti e, dentro de umas duas semanas, estava pronto para maiores desafios. Não quero dizer com isso que, naquele ínterim, não tenha tentado outros lances, do tipo “quente”, “frio”, o verbo “gostar (de)” – este, sim, uma grande dor de cabeça, porque para nós, gringos, é um verbo bastante complexo. Ao aprender “gostar (de)”, tinha a tendência de omitir o “de”, o “da” e o “do” que viriam depois do verbo. O interessante é que o verbo correspondente em inglês, like, também é muito complicado. E não é que é um dos primeiros que queremos aprender na nova língua?
Onde eu estava? Ah, sim, falando das palavras que aprendi nas minhas primeiras duas semanas por aqui. Claro, não me lembro de todas elas, mas uma ocasião é nítida na minha memória: eu tentava obter instruções em São Paulo de como e onde pegar um ônibus para Santos. Acho que eu estava no bairro do Ipiranga. O meu vocabulário referente ao assunto estava limitado a “Eu vou para Santos” e “ônibus”. “Onde” era uma palavra que já conhecia, mas que tinha esquecido naquele momento. Com o verbo “pegar”, era pior: ele nem sequer havia entrado no meu vocabulário. A propósito: dizer “Eu vou para Santos”, a primeira frase inteira que consegui articular, me enchia de orgulho.
Como era gostoso poder me comunicar, mesmo parcialmente! Apanhei pra caramba pra achar onde deveria pegar o ônibus. Mas, de qualquer maneira, cheguei a Santos e, pelo que me lembro, foi naquele mesmo dia!
Outro fator que creio ser importante para melhorar a listening comprehension é fazer a distinção entre os verbos to listen e to hear, que, como você já deve saber, funcionam de maneira diferente daquela que ocorre em português. Se você pensa em “ouvir” apenas como to hear, e em to listen apenas como “escutar”, já começa com certa desvantagem. Pois, para melhorar, você precisará listen carefully, ou seja, “ouvir”, mas prestando bastante atenção. Concentrar-se bastante nos sons ao seu redor – e não é que ouvir os outros é uma habilidade, uma qualidade que muitos de nós precisamos desenvolver bastante? Realmente, ouvir os outros prestando bastante atenção no que estão dizendo é uma arte. Afinal, muitos de nós parecem ficar de boca fechada apenas o tempo suficiente para esperar uma brecha e, nisto, introduzir uma opinião própria.
Bom, vamos voltar ao que interessa.
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 3/3
Como posso melhorar a minha "listening comprehension"? - Parte 3/3
Bom, vamos voltar ao que interessa. Como se desenvolve a listening comprehension para acelerar o aprendizado do inglês? A resposta mais óbvia é, claro, by listening, uai! Mas, se fosse tão simples, bastaria deixar a TV ligada na CNN ou na BBC e pronto. Após horas e horas de listening to the world’s news, você já estaria tinindo. Concorda?
Só que as coisas não funcionam assim. Você não vai chegar a lugar nenhum assistindo à TV passivamente. Aliás, não irá longe fazendo o que quer que seja de maneira passiva – isso até parece uma contradição. Se é de modo passivo, como se pode aplicar o verbo “fazer”? Não pode mesmo trazer bons resultados. Aliás, não traz resultado nenhum.
E é aí que reside o segredo de como melhorar. Praticando a língua, em toda a sua plenitude. Ouvindo, sim, mas falando também, tentando se comunicar. Trial and error, ou seja, por tentativa e erro. Tente, erre, tente de novo até acertar. Faça perguntas; repita-as; peça esclarecimentos; tente entender; cerre os dentes; enfim, tente! Vá em frente. Só assim você irá melhorar, um pouco de cada vez. Mas que a melhora irá acontecer, irá. Desde que você faça a sua parte.
Lamento informar a meus queridos leitores que não tenho fórmulas mágicas para resolver a questão. Não disponho de “regras” nem de segredos para fazer acontecer a tão desejada e crucial melhoria na sua listening comprehension. (E aqui vai uma resposta àqueles que fazem a mesmíssima pergunta para saber como melhorar o vocabulário: será só trocar o termo listening comprehension por vocabulary ao longo desta crônica, e terão a sua resposta também.)
Não é por ser alguém que publicou alguns livros e artigos sobre como melhorar o inglês que, automaticamente, eu possuo os segredos de Estado, guardados a sete chaves, que só digo aos interessados a preço de ouro. Não é por ser professor e autor que tenho o dom divino de saber métodos alternativos de como aprender inglês, nem de como “melhorar” a listening comprehension com facilidade. Acho que, no fundo, o que os meus leitores estão querendo saber é como facilitar o aprendizado, como melhorar a listening comprehension através de algum atalho; se é possível dar algum “jeitinho” para obter resultados rápidos. Basicamente, querem descobrir uma maneira de aprender sem fazer a parte deles, como se quisessem que alguém entrasse com o trabalho para só depois colher os frutos que outra pessoa plantou. (“Como ficar milionário sem trabalhar” também seria uma indagação do mesmo naipe.) Como diz uma leitora num e-mail para mim: Learning English is simple. But not effortless. (“Aprender inglês é simples. Mas não é sem esforço)”.
E eu ainda acrescentaria uma máxima de que uso e abuso. Melhorar a listening comprehension é realmente muito simples. Só que simples não é sinônimo de fácil.
Assim como com tantas outras coisas boas, é preciso um esforço do interessado – às vezes um esforço descomunal, é verdade – para progredir. Com uma única certeza: fazendo esse esforço, os resultados virão. Blood, sweat and tears são a ordem do dia. Foi com sangue, suor e lágrimas que comecei a aprender português. Bom, eu me empolguei e acabei exagerando um pouco. De sangue quase não precisei…
Claro, nestas linhas estou apenas expressando a minha própria opinião. Pode ser que existam na praça métodos milagrosos que provem que estou falando bobagem. Se você os encontrar, peço encarecidamente que me avise e farei o possível e o impossível para divulgá-los. Mas, até lá não tenho muito mais a acrescentar.Bom, vamos voltar ao que interessa. Como se desenvolve a listening comprehension para acelerar o aprendizado do inglês? A resposta mais óbvia é, claro, by listening, uai! Mas, se fosse tão simples, bastaria deixar a TV ligada na CNN ou na BBC e pronto. Após horas e horas de listening to the world’s news, você já estaria tinindo. Concorda?
Só que as coisas não funcionam assim. Você não vai chegar a lugar nenhum assistindo à TV passivamente. Aliás, não irá longe fazendo o que quer que seja de maneira passiva – isso até parece uma contradição. Se é de modo passivo, como se pode aplicar o verbo “fazer”? Não pode mesmo trazer bons resultados. Aliás, não traz resultado nenhum.
E é aí que reside o segredo de como melhorar. Praticando a língua, em toda a sua plenitude. Ouvindo, sim, mas falando também, tentando se comunicar. Trial and error, ou seja, por tentativa e erro. Tente, erre, tente de novo até acertar. Faça perguntas; repita-as; peça esclarecimentos; tente entender; cerre os dentes; enfim, tente! Vá em frente. Só assim você irá melhorar, um pouco de cada vez. Mas que a melhora irá acontecer, irá. Desde que você faça a sua parte.
Lamento informar a meus queridos leitores que não tenho fórmulas mágicas para resolver a questão. Não disponho de “regras” nem de segredos para fazer acontecer a tão desejada e crucial melhoria na sua listening comprehension. (E aqui vai uma resposta àqueles que fazem a mesmíssima pergunta para saber como melhorar o vocabulário: será só trocar o termo listening comprehension por vocabulary ao longo desta crônica, e terão a sua resposta também.)
Não é por ser alguém que publicou alguns livros e artigos sobre como melhorar o inglês que, automaticamente, eu possuo os segredos de Estado, guardados a sete chaves, que só digo aos interessados a preço de ouro. Não é por ser professor e autor que tenho o dom divino de saber métodos alternativos de como aprender inglês, nem de como “melhorar” a listening comprehension com facilidade. Acho que, no fundo, o que os meus leitores estão querendo saber é como facilitar o aprendizado, como melhorar a listening comprehension através de algum atalho; se é possível dar algum “jeitinho” para obter resultados rápidos. Basicamente, querem descobrir uma maneira de aprender sem fazer a parte deles, como se quisessem que alguém entrasse com o trabalho para só depois colher os frutos que outra pessoa plantou. (“Como ficar milionário sem trabalhar” também seria uma indagação do mesmo naipe.) Como diz uma leitora num e-mail para mim: Learning English is simple. But not effortless. (“Aprender inglês é simples. Mas não é sem esforço)”.
E eu ainda acrescentaria uma máxima de que uso e abuso. Melhorar a listening comprehension é realmente muito simples. Só que simples não é sinônimo de fácil.
Assim como com tantas outras coisas boas, é preciso um esforço do interessado – às vezes um esforço descomunal, é verdade – para progredir. Com uma única certeza: fazendo esse esforço, os resultados virão. Blood, sweat and tears são a ordem do dia. Foi com sangue, suor e lágrimas que comecei a aprender português. Bom, eu me empolguei e acabei exagerando um pouco. De sangue quase não precisei…
Claro, nestas linhas estou apenas expressando a minha própria opinião. Pode ser que existam na praça métodos milagrosos que provem que estou falando bobagem. Se você os encontrar, peço encarecidamente que me avise e farei o possível e o impossível para divulgá-los. Mas, até lá não tenho muito mais a acrescentar.
http://www.teclasap.com.br/blog - Visitem esse blog é maravilhoso !
Como posso melhorar a minha listening comprehension? - Parte 1/3
Recebo um montão de e-mails com a mesma pergunta, que, embora colocada de várias formas, se resume a How can I improve my listening comprehension?. Outros leitores ainda usam, erroneamente, hearing: How can I improve my hearing?
Antes de mais nada, este é um bom momento para corrigir essa última frase. O inglês está perfeito – desde que você queira saber como melhorar a audição. Pois hearing é justamente isto: audição. A minha sugestão inicial, portanto, seria o uso de cotonetes. Se estes não surtirem efeito, talvez seja indicada aquela lavagem horrível, uma cirurgia ou, no limite, um aparelho (a hearing aid), daqueles com fone de ouvido e pilha. Afinal, quem tem problemas com sua hearing possivelmente está sofrendo de algum distúrbio físico – uma deficiência auditiva –, cujo final triste poderia ser a surdez. Claro, não recebo correspondências que seriam mais bem dirigidas aos médicos; digo isso apenas no intuito de corrigir o inglês.
Também acho interessantes as tentativas de verter listening comprehension para o português. Bem que a maioria tenta, e é por isso que a palavra hearing surge. Pessoalmente, também nunca achei uma palavra ou frase adequada. Então, de agora em diante, vou tratar sempre de listening comprehension, e fim de papo. Afinal, listening comprehension significa a compreensão daquilo que se ouve. Bom, o que eu – um simples professor de inglês – posso sugerir para ajudar? Além de dizer “Preste mais atenção, e a melhora virá com o tempo”, que é a minha tendência (ou tem sido até o momento, pelo menos), não tenho muito a acrescentar. Ou será que tenho?
Primeiro, precisamos lembrar que cada pessoa aprende de maneira diferente. Eu, por exemplo, sou muito mais visual. Com freqüência, preciso ver a palavra escrita antes de conseguir decorá-la. Outros são mais auditivos, memorizando tudo só de ouvir. O assunto é tão complexo que acredito não existirem respostas simples. (Talvez nem mesmo respostas complexas! Será que existem respostas para uma pergunta assim?)
Entretanto, neste livro acho que devo enfrentar a questão. Mas por onde começar? Penso naqueles que, nesta altura, poderiam estar quererendo entrar no campo das ciências que estudam e tratam do sistema límbico do córtex do hemisfério direito do cérebro, que comanda as funções do lado esquerdo do corpo, e vice-versa, mas, sinceramente, não é a minha praia (e nem sei se acertei no vocabulário). Honestamente, não sei o que recomendar, além de mais treino e mais treino e mais treino. Fitas, filmes, leitura (para adquirir vocabulário), aulas e conversação. O que mais posso dizer?
E se alguém exigisse de você uma resposta? O que você diria? Quem sabe você poderia começar listando atividades como as que mencionei acima? Assistir a vídeos em inglês com as legendas escondidas, ou mesmo a fitas sem legenda. Ouvir a suas músicas favoritas, tentando entender a letra, para depois checar a sua compreensão e repetir as palavras. Existem ótimas publicações que vêm com diálogos gravados em fita, para você treinar. Poderia até usar aquele velho recurso – o livro! E agora vou usar uma palavra que tento evitar nas coisas que escrevo: etcétera, abreviada para etc. Livros, vídeos, fitas, música, aulas, conversação etc.
Há tanto material disponível no mercado para ajudar o aluno a melhorar a sua listening comprehension que está longe de mim querer reinventar a roda. Acredito que as editoras sabem o que fazem, e, se existisse algo revolucionário para lançar, elas com certeza estariam fazendo exatamente isso. O fato de não o fazerem parece transmitir uma mensagem clara e objetiva, não acha?
Talvez ajude se eu me lembrar de como foi o meu processo de aprendizagem do português. Vamos tentar juntos? OK. No início, tudo parecia que eram sons estranhos – eu não entendia nada! Frustrante? You bet. No meu primeiro dia de Brasil, lembro-me de que, ao ser apresentado a uma pessoa que me disse “Muito prazer”, respondi “Mootu pléja”. Havia entendido pleasure! Viu só? Não estava tão longe assim. Mas olha só o que aconteceu: repeti o som que ouvi, e a pessoa deve ter pensado que eu era um nativo, um brasileiro de fato. Vá, concorde comigo… Senão, vou parar por aqui.
OK. Concordou. Ainda bem. Vou continuar.
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 2/3
Como posso melhorar a minha listening comprehension? - Parte 2/3
Confira a primeira parte desse artigo em: Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 1/3
Na primeira semana, um amigo – bem, ainda não era de fato um amigo, mas viria a ser – testou as suas habilidades de professor e começou a me ensinar os dias da semana. You know, segunda-feira, terça-feira… acho que não preciso dizê-los todos. Ai, que sofrimento! Não conseguia decorá-los, e os misturava, também. Não acertava a seqüência correta. “Sábado” e “domingo” não foram um problema tão grande, mas as duas palavras juntas dos dias da semana me atormentavam muito. Mas persisti e, dentro de umas duas semanas, estava pronto para maiores desafios. Não quero dizer com isso que, naquele ínterim, não tenha tentado outros lances, do tipo “quente”, “frio”, o verbo “gostar (de)” – este, sim, uma grande dor de cabeça, porque para nós, gringos, é um verbo bastante complexo. Ao aprender “gostar (de)”, tinha a tendência de omitir o “de”, o “da” e o “do” que viriam depois do verbo. O interessante é que o verbo correspondente em inglês, like, também é muito complicado. E não é que é um dos primeiros que queremos aprender na nova língua?
Onde eu estava? Ah, sim, falando das palavras que aprendi nas minhas primeiras duas semanas por aqui. Claro, não me lembro de todas elas, mas uma ocasião é nítida na minha memória: eu tentava obter instruções em São Paulo de como e onde pegar um ônibus para Santos. Acho que eu estava no bairro do Ipiranga. O meu vocabulário referente ao assunto estava limitado a “Eu vou para Santos” e “ônibus”. “Onde” era uma palavra que já conhecia, mas que tinha esquecido naquele momento. Com o verbo “pegar”, era pior: ele nem sequer havia entrado no meu vocabulário. A propósito: dizer “Eu vou para Santos”, a primeira frase inteira que consegui articular, me enchia de orgulho.
Como era gostoso poder me comunicar, mesmo parcialmente! Apanhei pra caramba pra achar onde deveria pegar o ônibus. Mas, de qualquer maneira, cheguei a Santos e, pelo que me lembro, foi naquele mesmo dia!
Outro fator que creio ser importante para melhorar a listening comprehension é fazer a distinção entre os verbos to listen e to hear, que, como você já deve saber, funcionam de maneira diferente daquela que ocorre em português. Se você pensa em “ouvir” apenas como to hear, e em to listen apenas como “escutar”, já começa com certa desvantagem. Pois, para melhorar, você precisará listen carefully, ou seja, “ouvir”, mas prestando bastante atenção. Concentrar-se bastante nos sons ao seu redor – e não é que ouvir os outros é uma habilidade, uma qualidade que muitos de nós precisamos desenvolver bastante? Realmente, ouvir os outros prestando bastante atenção no que estão dizendo é uma arte. Afinal, muitos de nós parecem ficar de boca fechada apenas o tempo suficiente para esperar uma brecha e, nisto, introduzir uma opinião própria.
Bom, vamos voltar ao que interessa.
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? - Parte 3/3
Como posso melhorar a minha "listening comprehension"? - Parte 3/3
Bom, vamos voltar ao que interessa. Como se desenvolve a listening comprehension para acelerar o aprendizado do inglês? A resposta mais óbvia é, claro, by listening, uai! Mas, se fosse tão simples, bastaria deixar a TV ligada na CNN ou na BBC e pronto. Após horas e horas de listening to the world’s news, você já estaria tinindo. Concorda?
Só que as coisas não funcionam assim. Você não vai chegar a lugar nenhum assistindo à TV passivamente. Aliás, não irá longe fazendo o que quer que seja de maneira passiva – isso até parece uma contradição. Se é de modo passivo, como se pode aplicar o verbo “fazer”? Não pode mesmo trazer bons resultados. Aliás, não traz resultado nenhum.
E é aí que reside o segredo de como melhorar. Praticando a língua, em toda a sua plenitude. Ouvindo, sim, mas falando também, tentando se comunicar. Trial and error, ou seja, por tentativa e erro. Tente, erre, tente de novo até acertar. Faça perguntas; repita-as; peça esclarecimentos; tente entender; cerre os dentes; enfim, tente! Vá em frente. Só assim você irá melhorar, um pouco de cada vez. Mas que a melhora irá acontecer, irá. Desde que você faça a sua parte.
Lamento informar a meus queridos leitores que não tenho fórmulas mágicas para resolver a questão. Não disponho de “regras” nem de segredos para fazer acontecer a tão desejada e crucial melhoria na sua listening comprehension. (E aqui vai uma resposta àqueles que fazem a mesmíssima pergunta para saber como melhorar o vocabulário: será só trocar o termo listening comprehension por vocabulary ao longo desta crônica, e terão a sua resposta também.)
Não é por ser alguém que publicou alguns livros e artigos sobre como melhorar o inglês que, automaticamente, eu possuo os segredos de Estado, guardados a sete chaves, que só digo aos interessados a preço de ouro. Não é por ser professor e autor que tenho o dom divino de saber métodos alternativos de como aprender inglês, nem de como “melhorar” a listening comprehension com facilidade. Acho que, no fundo, o que os meus leitores estão querendo saber é como facilitar o aprendizado, como melhorar a listening comprehension através de algum atalho; se é possível dar algum “jeitinho” para obter resultados rápidos. Basicamente, querem descobrir uma maneira de aprender sem fazer a parte deles, como se quisessem que alguém entrasse com o trabalho para só depois colher os frutos que outra pessoa plantou. (“Como ficar milionário sem trabalhar” também seria uma indagação do mesmo naipe.) Como diz uma leitora num e-mail para mim: Learning English is simple. But not effortless. (“Aprender inglês é simples. Mas não é sem esforço)”.
E eu ainda acrescentaria uma máxima de que uso e abuso. Melhorar a listening comprehension é realmente muito simples. Só que simples não é sinônimo de fácil.
Assim como com tantas outras coisas boas, é preciso um esforço do interessado – às vezes um esforço descomunal, é verdade – para progredir. Com uma única certeza: fazendo esse esforço, os resultados virão. Blood, sweat and tears são a ordem do dia. Foi com sangue, suor e lágrimas que comecei a aprender português. Bom, eu me empolguei e acabei exagerando um pouco. De sangue quase não precisei…
Claro, nestas linhas estou apenas expressando a minha própria opinião. Pode ser que existam na praça métodos milagrosos que provem que estou falando bobagem. Se você os encontrar, peço encarecidamente que me avise e farei o possível e o impossível para divulgá-los. Mas, até lá não tenho muito mais a acrescentar.Bom, vamos voltar ao que interessa. Como se desenvolve a listening comprehension para acelerar o aprendizado do inglês? A resposta mais óbvia é, claro, by listening, uai! Mas, se fosse tão simples, bastaria deixar a TV ligada na CNN ou na BBC e pronto. Após horas e horas de listening to the world’s news, você já estaria tinindo. Concorda?
Só que as coisas não funcionam assim. Você não vai chegar a lugar nenhum assistindo à TV passivamente. Aliás, não irá longe fazendo o que quer que seja de maneira passiva – isso até parece uma contradição. Se é de modo passivo, como se pode aplicar o verbo “fazer”? Não pode mesmo trazer bons resultados. Aliás, não traz resultado nenhum.
E é aí que reside o segredo de como melhorar. Praticando a língua, em toda a sua plenitude. Ouvindo, sim, mas falando também, tentando se comunicar. Trial and error, ou seja, por tentativa e erro. Tente, erre, tente de novo até acertar. Faça perguntas; repita-as; peça esclarecimentos; tente entender; cerre os dentes; enfim, tente! Vá em frente. Só assim você irá melhorar, um pouco de cada vez. Mas que a melhora irá acontecer, irá. Desde que você faça a sua parte.
Lamento informar a meus queridos leitores que não tenho fórmulas mágicas para resolver a questão. Não disponho de “regras” nem de segredos para fazer acontecer a tão desejada e crucial melhoria na sua listening comprehension. (E aqui vai uma resposta àqueles que fazem a mesmíssima pergunta para saber como melhorar o vocabulário: será só trocar o termo listening comprehension por vocabulary ao longo desta crônica, e terão a sua resposta também.)
Não é por ser alguém que publicou alguns livros e artigos sobre como melhorar o inglês que, automaticamente, eu possuo os segredos de Estado, guardados a sete chaves, que só digo aos interessados a preço de ouro. Não é por ser professor e autor que tenho o dom divino de saber métodos alternativos de como aprender inglês, nem de como “melhorar” a listening comprehension com facilidade. Acho que, no fundo, o que os meus leitores estão querendo saber é como facilitar o aprendizado, como melhorar a listening comprehension através de algum atalho; se é possível dar algum “jeitinho” para obter resultados rápidos. Basicamente, querem descobrir uma maneira de aprender sem fazer a parte deles, como se quisessem que alguém entrasse com o trabalho para só depois colher os frutos que outra pessoa plantou. (“Como ficar milionário sem trabalhar” também seria uma indagação do mesmo naipe.) Como diz uma leitora num e-mail para mim: Learning English is simple. But not effortless. (“Aprender inglês é simples. Mas não é sem esforço)”.
E eu ainda acrescentaria uma máxima de que uso e abuso. Melhorar a listening comprehension é realmente muito simples. Só que simples não é sinônimo de fácil.
Assim como com tantas outras coisas boas, é preciso um esforço do interessado – às vezes um esforço descomunal, é verdade – para progredir. Com uma única certeza: fazendo esse esforço, os resultados virão. Blood, sweat and tears são a ordem do dia. Foi com sangue, suor e lágrimas que comecei a aprender português. Bom, eu me empolguei e acabei exagerando um pouco. De sangue quase não precisei…
Claro, nestas linhas estou apenas expressando a minha própria opinião. Pode ser que existam na praça métodos milagrosos que provem que estou falando bobagem. Se você os encontrar, peço encarecidamente que me avise e farei o possível e o impossível para divulgá-los. Mas, até lá não tenho muito mais a acrescentar.
Assinar:
Postagens (Atom)